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Workshop: Um caminho para o acolhimento terapêutico de crianças e jovens
Quarta-Feira, 13 de Junho de 2012

Temas a abordar no decorrer do workshop:
Acolhimento terapêutico de crianças e jovens; - Modelos de especialização dos Lares de Infância e Juventude; - Comportamentos desafiantes das crianças e jovens; - Liderança e autoridade dos educadores; - Construção de equipas terapêuticas; - Trabalho em grupo com crianças e jovens; - Equipas, acções e práticas no terreno.

Objectivos:
Sensibilizar os participantes para a necessidade do acolhimento cumprir cada vez mais uma função terapêutica para as crianças e jovens. - Reflectir para a necessidade da especialização e mudança organizacional das instituições de acolhimento de forma a ajustarem-se às reais necessidades das crianças e jovens. - Melhorar as competências de construção de projetos de desenvolvimento de crianças e jovens em acolhimento.

Workshop: Trabalho terapêutico com famílias em acolhimento de crianças e joven
Segunda-feira, 25 de Junho de 2012

Temas a abordar no decorrer do workshop:
Papel da família de crianças e jovens em acolhimento; - Trabalho e história de vida; - Preservação da reunificação familiar; - Famílias multiproblemáticas; - Trabalho em rede; - Avaliação e intervenção com famílias no âmbito de actuação do Sistema de Protecção de Crianças e Jovens; - Avaliação e Suporte para a mudança (visitas à instituição, espaços de intervenção psico-educativa).


Objectivos: 
Sensibilizar os participantes para a importância que o trabalho com as famílias tem para a construção da identidade das crianças e dos jovens institucionalizados; - Sensibilizar os participantes para a co-construção dos projectos de vida com as famílias; - Desenvolver uma abordagem eco-sistémica e colaborativa no trabalho com famílias; - Reflectir sobre os modelos, estratégias e instrumentos de avaliação e intervenção com famílias. Metodologia dos workshops
Exposição de conteúdos, trabalhos e dinâmicas de grupo, discussão de casos, visualização de vídeos e role plays. Os participantes terão a oportunidade de participar num workshop com uma abordagem reflexiva e colaborativa, centrada nas soluções, com base na experiência de técnicos no trabalho com crianças, jovens e famílias em contexto de acolhimento.



Workshop será facilitado por mim (Pedro Vaz Santos) e espero que seja uma excelente oportunidade para voltar a trabalhar com os colegas do Norte com quem sempre aprendo.

Um Abraço,


Cartaz do Workshop

Programa

Ficha de Inscrição

Pedro Vaz Santos
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Notícia do Público de hoje: "Criança de seis anos impedida de frequentar escola por ser hiperactiva"

Uma criança, de seis anos, foi hoje impedida pela direcção da Escola da Avenida, em Viana do Castelo, por alegadamente estar “suspensa” devido ao comportamento hiperactivo do menor.

Durante cerca de uma hora, a criança e os avós, que assumiram a tutela desde o primeiro ano de vida do menor, estiveram à porta da Escola da Avenida mas da parte da direcção receberam apenas o pedido para terem “paciência” e que a criança estava “suspensa” devido ao seu comportamento.

“Ele é hiperactivo, não pára um segundo e isso é verdade. Não tem mais nada de especial e estava a ser acompanhado por uma especialista aqui na escola, porque em casa o comportamento é praticamente normal”, explicou Vítor Araújo, o avô.

A situação e os alegados conflitos da criança numa turma do primeiro ano são conhecidas desde Setembro, nomeadamente com episódios de violência até sobre alguns colegas, professores e auxiliares, mas tudo se agudizou na semana passada.

“Numa destas crises, partiu uma janela e o Agrupamento de Escolas deu ordem que quando acontecesse alguma coisa do género tinha de ir para o hospital. Mas nós só fomos avisados quando ele já estava lá”, acrescentou Ana Paula Silva, a encarregada de educação, que trabalha a poucos metros da escola.

A criança, que alegadamente reage mal quando contrariada, passou os dias de sexta, segunda e terça-feira sem ir à escola e fez, entretanto, nova troca de medicamentos “para tentar ajustar o comportamento”, até que hoje se preparava para regressar.

“Aqui à porta disseram-me que ele está suspenso, não pode frequentar a escola e que para a semana haverá uma reunião entre todas as partes para decidir. Enquanto isso, esteve a ver os colegas a entrarem e ele sem o poder fazer. Isto é revoltante para qualquer pessoa”, desabafou ainda.

Os avós chamaram a PSP de Viana do Castelo ao local e apresentaram queixa sobre o impedimento da criança em frequentar a escola, nomeadamente por não terem qualquer justificação para esta suspensão e tendo em conta a sua idade e falta de alternativas da própria direcção.

A Agência Lusa contactou a directora da Escola da Avenida para tentar obter explicações sobre este caso mas esta remeteu qualquer comentário para o Agrupamento de Escola do Atlântico. Por sua vez, e apesar das insistências dos jornalistas, ninguém da direcção daquele agrupamento se mostrou disponível para prestar declarações.

A criança acabou por regressar a casa com os avós, que ainda não decidiram se, na quinta-feira, voltam a tentar levar o menor à escola.
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Crianças em Perigo: 800 anos de história

Estamos habituados a ver o abuso sexual de crianças como um fenómeno recente. Não me recordo de ler, enquanto estudava na Universidade,  casos relacionados com abuso sexual de crianças nos jornais. Nem me recordo de ter abordado esta temática no curso de psicologia, nem mesmo quando frequentei o ramo de psicologia clínica. E no entanto, cada vez mais têm sido noticiados casos de abusos sexuais de crianças nos jornais e na televisão. É de resto é muito rara a semana em que não surjam notícias sobre abusos sexuais de crianças, principalmente no Correio da Manhã. De repente parece que existe uma "nova" realidade e que de repente inúmeros casos de abuso sexual começaram a surgir nas primeiras décadas do século XXI. Podemos assim criar a convicção (falsa) que o abuso sexual de crianças é um fenómeno recente e que as suas causas devem ser procuradas no contexto social actual. No entanto este é um fenómeno com quase 800 de história documentada, pelo menos no caso Português. E se no campo da psicologia esta referência passou despercebida, na historiografia o documento que se segue tem sido muito estudado.

Este documento datada aproximadamente entre 1214 a 1216 relata um caso de abuso sexual de uma criança. O caso vem descrito no que é considerado como o primeiro documento escrito em português a "Notícia de Torto" publicada no Album de Paleografia de João Alves Dias, Oliveira Marques e Teresa Rodrigues e editado pela editorial estampa. Este documento descreve os agravos feitos contra o nobre minhoto Lourenço Fernandes da Cunha, que tinha caído em desagravo junto do Rei D. Sancho I. Aproveitando esta circunstância, um grupo de parentes seus aproveitou para lhe roubar frutos, dinheiro e terras, tudo descrito neste documento, presumivelmente dirigido a D. Sancho I. No meio do mesmo documento aparece descrito como um tal de Gonçalo Gonçalves desunro sa fili pechena. Ou seja, no meio dos conflitos familiares a filha pequena de Lourenço Fernandes - presumivelmente pré-púbere como se entenderia neste contexto o que certamente quereria dizer que teria menos de 12 anos - terá sido abusada sexualmente por um dos rivais e parente do seu pai.

Não sabemos mais sobre o que aconteceu a esta filha - nem qual seria - mas mesmo passados 800 anos não podemos deixar de empatizar com o seu sofrimento, vítima de um conflito familiar. Passados 800 anos ainda inúmeras crianças são vítimas de abusos sexuais por ano e, não sendo este um fenómeno novo, talvez tenhamos de repensar as respostas actuais para com estas. Até que ponto é que no contexto de crianças em perigo faz, ou não sentido, criar respostas específicas para crianças vítimas de abusos sexuais? Até que ponto é que respostas não específicas não constituem maus tratos na medida em que não se adequam às necessidades específicas destas crianças?

Se calhar ao fim de 800 anos temos de começar a abordar estas questões em profundidade.

TSM


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Developmental transactions in children's health: from the family table to public policy

É já na próxima semana!

ADC

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Sete maneiras de ajudar sem gastar dinheiro

"O nosso tempo e talento podem ajudar tanto (ou mais?) do que o nosso dinheiro. Tempo é dinheiro, já se sabe, mas, por vezes, gastamo-lo em coisas tão inúteis que é bom saber como o podemos aproveitar melhor. O que sabemos fazer também pode ser usado fora do lugar de trabalho e das portas de casa. Seja por puro altruísmo – simplesmente para ajudar o outro – ou com um bocadinho de egoísmo à mistura porque ajudar nos faz sentir bem, não ter dinheiro não é desculpa para não dar nada."

Público, 16/05/2012

Leitura completa disponível aqui. A ler e partilhar!

ADC
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Numb

Há já algum tempo que estava com ideias de escrever este post. O tom é relativamente crítico para aqueles que advogam a favor e de forma indiscriminada a utilização de psico-fármacos em crianças e adolescentes. Quem trabalha em acolhimento de crianças, nomeadamente em Lares de Infância e Juventude, tem observado que cada vez mais os seus jovens entram nas instituições já medicados (principalmente os que são transferidos de outras instituições), normalmente com neurolépticos e estabilizadores de humor. Apesar de medicados estes jovens não vêem acompanhados de diagnóstico claro e muito menos acompanhados por um plano terapêutico adequado no qual estejam explícitos quais os objectivos terapêuticos. A nossa percepção é que a medicação é utilizada simplesmente como um colete de forças químico que tem como objectivo conter os comportamentos de oposição / protesto que estes jovens podem ter. Por outras palavras a medicação reduz a probabilidade destes jovens se expressarem. Desculpem pelo que vou dizer mas por vezes tenho a sensação que a dosagem da medicação é acertada através da ansiedade do adulto que acompanha o jovem à consulta. Quando o adulto está calmo e diz que os comportamentos incomodam pouco, o médico diminui a dosagem; quando o adulto está mais ansioso, o médico reforça a dosagem. Existe quase que uma medicação por procuração, baseada nos níveis de ansiedade do adulto.

A minha experiência é que estes mesmos jovens, numa instituição de acolhimento bem organizada e com a participação activa dos jovens na gestão e administração das rotina rotinas, rapidamente começam a dispensar praticamente a medicação ou pelo menos a reduzirem a significativamente a dosagem. O comportamento de protesto dos jovens em muitos casos é um sintoma crítico no processo de adaptação que estes jovens têm de fazer à experiência de institucionalização. Viver numa casa 24h sobre 24h com outras 20 ou 30 crianças e jovens, não ter um adulto de referência, ter um milhão de regras impostas (top to down) exige um esforço enorme, por vezes sobre-humano.

Na minha opinião devemos questionar sempre quando nos chega um jovem medicado sobre qual a patologia? Qual é o problema de saúde mental? Qual é a finalidade da terapêutica?

Deixo-vos um vídeo provocador elaborado pela Citizens Commission on Human Rights (CCHR).



PVS
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Desafios e conquistas na construção do vínculo afectivo entre pais e filhos adoptivos

Artigo sobre a adopção bastante interessante. Faz-me lembrar os meus tempos mais psicanalíticos.

Desafios e conquistas na construção do vinculo afectivo entre pais e filhos adoptivos.

PVS
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International Day of Families 2012


Aishath Safana Athif, Maldives (2007)
Fonte: UN Family, Social Policy and
Development Division (http://bit.ly/Iy3T4K)

Hoje é o Dia Internacional da Família. Das Famílias, aliás, porque as há com todas as formas e feitios. Cada uma sempre original e em permamente reinvenção.

Este Dia foi escolhido em 1992 pela Assembleia Geral das Nações Unidas e desde há alguns anos que o Secretário-Geral escolhe um tema específico e prepara uma mensagem especial para a ocasião. Este ano o tema é "Ensuring work family balance". Deixo-vos as palavras de Ban Ki-moon.

"This year’s International Day of Families highlights the need for work-family balance. The aim is to help workers everywhere provide for their families financially and emotionally, while also contributing to the socio-economic development of their societies.

Current trends underscore the growing importance of work-family policies. These include greater participation by women in the labour market, and growing urbanization and mobility in search for jobs. As families become smaller and generations live apart, extended kin are less available to offer care, and employed parents face rising challenges.

Millions of people around the world lack decent working conditions and the social support to care for their families. Affordable quality childcare is rarely available in developing countries, where many parents are forced to leave their preschool children home alone. Many young children are also left in the care of older siblings who, in turn, are pulled from school.

A number of countries offer generous leave provisions for mothers and fathers. Many more, however, extend few comprehensive benefits in line with international standards. Paternity leave provisions are still rare in the majority of developing countries.

Flexible working arrangements, including staggered working hours, compressed work schedules or telecommuting, are becoming more widely available – but there is much room for improvement everywhere. I am committed to this in our own organization, where we are currently looking at our own arrangements, and seeing what we can do better.

We need to respond to the ever-changing complexities of work and family life. I welcome the establishment of family-friendly workplaces through parental leave provisions, flexible working arrangements and better childcare.

Such policies and programmes are critical to enhancing the work-family balance. These actions can also lead to better working conditions, greater employee health and productivity, and a more concerted focus on gender equality.

Work-family balance policies demonstrate both a government’s commitment to the well-being of families and the private sector’s commitment to social responsibility.

On this International Day of Families, let us renew our pledge to promote workfamily balance for the benefit of families and society at large."

Um feliz dia para todas as famílias! Não só hoje. Porque se o Natal é sempre que um homem quiser, como escreveu Ary dos Santos, então o Dia da Família também pode ser todos os outros dias do ano.

ADC
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Uma homenagem às Mães

Hoje é Dia da Mãe no Reino Unido. É o segundo domingo de Maio, uma semana depois do Dia da Mãe em Portugal. Mas os Dias da Mãe são todos os dias.

Como refere o vídeo, é o trabalho mais difícil do mundo. Mas é também o melhor! Vejam esta bela homenagem a todas as mães, lembrando que por detrás de cada criança, ajudando-a a crescer saudável e feliz, a concretizar o seu potencial, está (ou deveria estar...) uma mãe.



ADC